quarta-feira, junho 19, 2013

JOGO 4 - TAITI É GOLEADO POR 6 X 1 PELA NIGÉRIA, MAS COMEMORA GOL HISTÓRICO

Por Danilo Silveira

Depois de vencer a Nova Caledônia por 1 x 0 na final da Copa das Nações da Oceania, em 2102, o Taiti conquistou o direito Brasil em 2013 jogar a Copa das Confederações. Com um time quase todo amador, (apenas um jogador é profissional), virou quase jargão que o Taiti sofreria três goleadas na primeira fase.

E no jogo de estreia, a Seleção do Taiti foi atropelada pela Nigéria. Talvez o momento de maior emoção na vitória dos africanos no Mineirão por 6 x 1, tenha sido justamente o gol da Seleção do Taiti, muito comemorado por jogadores e comissão técnica.

O primeiro gol da Nigéria saiu logo aos 4 minutos, em uma falha do árbitro. Um jogador do Taiti cortou uma bola de cabeça e ela tomava o rumo de um companheiro seu, mas o árbitro de El Salvador, Joel Aguilar, mal posicionado, desviou o rumo da bola e ela chegou até Echiejile, que chutou, contando com um desvio em Nicolas Vallar, camisa 10 do Taiti, que matou o goleiro Javier Samin. O 2 x 0 veio pouco depois, aos 9, com O minutos, com Oduamadi, que deu bonito drible em um adversário e chutou bem. Com 2 x 0 no placar e um adversário muito frágil, o jogo passou a parecer um treino de luxo para os nigerianos. O Taiti marcava em linha em em alguns momentos e os jogadores africanos infiltravam muito fácil na defesa, saindo facilmente na cara do goleiro. Os nigerianos cansaram de perder gols e fizeram “apenas” mais um no primeiro tempo, de novo com Oduamadi.

Seleção do Taiti comemora gol histórico
Veio a segunda etapa e aos 8 minutos aconteceu o lance histórico. Após escanteio cobrado da esquerda, Jonathan Tehau apareceu no segundo pau e cabeceou para marcar o gol do Taiti. Festa no banco de reservas, festa dentro de campo. Muito possivelmente o momento de maior emoção que o Taiti viverá na Copa das Confederações 2013. Minutos depois de marcar um gol histórico, Jonathan Tehau marcou outro gol, dessa vez contra, ao tentar cortar um cruzamento. Oduamadi fez o quinto gol nigeriano, o terceiro dele no jogo e Echiejile fechou a conta.

Se a Seleção Taiti perder seus dois próximos jogos e a Seleção Espanhola vencer a Nigéria (hipótese altamente possível, diria eu até provável), o jogo entre Uruguai e Nigéria vai valer o segundo lugar do grupo e, consequentemente, a classificação para as semifinais. Um hipotético empate entre os dois, pode fazer com que o saldo de gols seja o critério de desempate a ser usado. Analisando-se o jogo de hoje, pode-se dizer que a Nigéria poderia ter vencido por um placar mais elástico, para ter mais chances de classificar-se, caso empate com o Uruguai e caso concretizem-se os três resultados citados no começo do parágrafo.

segunda-feira, junho 17, 2013

JOGO 3 - A MESMICE NEM SEMPRE É ALGO RUIM. VIDE A ESPANHA!

Por Danilo Silveira

Costumamos usar o termo “mesmice” para designar algo repetitivo, que cai na rotina. Por muitas vezes ou quase sempre, a expressão é utilizada de forma para representar algo ruim, algo chato. Mas, acredito que nem sempre é dessa forma. E a Seleção espanhola de futebol é um exemplo de uma mesmice que me agrada, e muito. Foi na Copa do Mundo de 2010, foi na Eurocopa de 2012. E agora na Copa das Confederações 2013. Quase os mesmos jogadores nesses três torneios, um estilo de jogo praticamente o mesmo estilo e a mesma forma encantadora e brilhante de se praticar futebol. Aqueles que defendem a tese de que acabou o ciclo da Seleção Espanhola, vão precisar esperar mais um pouco. Porque neste domingo, contra o Uruguai, a Fúria mostrou que o ciclo não acabou e que a magia continua viva. Ou melhor, vivíssima. Sim, uma atuação excepcional. Durante 90 minutos, a manutenção da posse de bola acima de 70%, diversas oportunidades criadas e um domínio avassalador diante dos uruguaios.

Nos 45 minutos inicias, a Celeste, comandada por Óscar Tabárez finalizou uma única vez ao gol de Cassillas. Uma falta cobrada na área que Cavani cabeceou para tranquila defesa do arqueiro espanhol. Já os europeus, carimbaram a trave com Fábregas, balançaram as redes com Pedro e Soldado e por pouco não marcaram o terceiro com Piqué, em lance de boa intervenção de Muslera. Esse foi basicamente o cartão de visitas da Espanha na Copa das Confederações.

Para a segunda etapa, Óscar Tabárez lançou Álvaro González na vaga de Gastón Ramírez. O Uruguai passou a sair mais para o jogo, mas o domínio espanhol continuou visível. O tempo foi passando e o técnico uruguaio cada vez mais colocando o time para frente. Primeiro, Lodeiro na vaga de Gargano, depois Forlán na vaga de Perez. Vicente Del Bosque também fez suas alterações ao longo da segunda etapa: Cazorla, Javi Martínez e Mata entraram nas vagas de Fábregas (que fez bom primeiro tempo), Xavi e Pedro. Nos minutos finais, a ousadia do técnico uruguaio foi premiada em linda cobrança de falta de Luis Suárez, no canto direito de Cassillas: 2 x 1.

Se quiserem evitar mais um título da Seleção Espanhola, sugiro aos adversários que treinem bastante e estudem uma forma de jogar de igual para igual com a Seleção Espanhola, porque ela vem forte, muito forte. Ver a manutenção do futebol da Seleção Espanhola ano após ano é algo que considero muito benéfico para o futebol mundial. Serve de exemplo! E que sirva de inspiração.

JOGO 2 - SEM MUITO BRILHO E COM DIFICULDADES, ITÁLIA DERROTA MÉXICO NA ESTREIA

Por Danilo Silveira

O Novo Maracanã abriu suas portas neste domingo para Itália e México estrearem na Copa das Confederações. E as duas seleções fizeram um primeiro tempo muito bom, bastante movimentado, mas não conseguiram repetir isso na segunda etapa.

Goleiro Corona não consegue evitar o golaço de Pirlo em cobrança de falta
Ficou perceptível no início da partida que Balotelli era uma peça de muita importância na equipe italiana. Tratava-se do homem de referência, que dava muito trabalho ao sistema defensivo mexicano. Porém, suas tentativas de estufar as redes acabaram não tendo tanto sucesso: o goleiro Corona apareceu bem, garantindo a manutenção do 0 x 0 nos minutos iniciais. Já o México, adiantava seu quarteto ofensivo (Guardado, Giovani dos Santos, Chicharito e Javier Aquino), tentando impedir uma saída de bola mais qualificada dos italianos e quando detinha a posse de bola articulava boas jogadas, com trocas rápidas de passe. Apesar de presente no campo ofensivo com frequência, o México não levava perigo constantemente ao gol de Buffon. O primeiro lance mexicano de maior destaque aconteceu em boa jogada pela esquerda, que terminou com um forte chute de Guardado (que fez bom primeiro tempo), que explodiu no travessão do goleiro italiano. Se Balotelli tentou algumas vezes e não conseguiu balançar as redes, Pirlo foi lá e mostrou ao atacante como se deve finalizar uma bola: com calma e categoria. Foram essas as características que o meio-campista italiano demonstrou em cobrança magnífica de falta: 1 x 0 para a Itália. O sistema defensivo italiano se comportava bem, demonstrava segurança. Mas, aos 33 minutos, a falha foi fatal. Barzagli perdeu a bola para Giovani dos Santos e acabou cometendo pênalti no lance. Chicharito cobrou bem e empatou a partida.

Veio a segunda etapa e o agradável jogo apresentado pelas duas equipes na primeira etapa deu lugar a um jogo bem abaixo taticamente. O México já não mais conseguia tocar a bola com qualidade e já não mais marcava a Itália de maneira avançada. O time comandado por Cesare Prandelli cresceu no jogo, contando com a categoria de Pirlo, o melhor em campo, e com a luta incessante de Balotelli entre a marcação. E o treinador italiano lançou Cerci na vaga de um Marchisio pra lá de discreto na partida, enquanto o comandante mexicano, José Manuel de la Torres, lançou Mier na vaga de Javier Aquino, que não foi bem jogando aberto pela ponta direita. E aos 32 minutos, veio o gol dele: Mário Balotelli. Ele recebeu na área, ganhou a disputa de corpo com Francisco Rodrígues e chutou para estufar as redes e dar a vitória à Itália na estreia. Na comemoração, ele tirou a camisa, levando assim cartão amarelo.

Balotelli comemora seu gol, que deu a vitória à Itália
No resumo da obra, Itália e México fizeram um primeiro tempo bom e equilibrado, mas na segunda etapa o jogo caiu de produção, o México atacou menos e a Itália foi superior. O placar disse bem o que foi o jogo. Apesar de ter um jogador brilhante (Pirlo), a Seleção Itália como time passa longe de ser brilhante. Tem bons valores (Balotelli é bom, De Sciglio fez boa partida na lateral esquerda), mas não tem o material humano tão qualificado quanto a Espanha de Xavi, Iniesta, Fábregas e companhia, nem quanto o Brasil de Oscar, Neymar, Lucas, Paulinho e, claro, Ronaldinho Gaúcho (ah não! Esse o Felipão esqueceu de levar).